Segunda-feira, Julho 31, 2006

Eu queria de presente


Olha as coisas que nego vende no Mercado Livre: um sujeito tem pra vender filmes em 16mm com comerciais antigos da Som Livre.

50 Cent


"GET RICH OR DIE TRYIN: THE MOTION PICTURE" - 50 CENT (Universal)

"O rap é compromisso", já dizia Chorão, do Charlie Brown Jr. Vale informar que, assim como no caso da banda santista, o compromisso aqui é com o próprio bolso. Get rich or die tryin, trilha do filme autobiográfico do rapper 50 Cent, já poderia se resumir à sua capa. O conteúdo é o mesmo papo marrento que vem dominando o rap e as paradas de sucesso atuais - com mais interesse para o público que se espreme nas boates da moda do que para a "turma do gueto".

Pode ser que, para quem vai ao cinema e vê o tal filme, a história da vida de 50 Cent até faça algum sentido. Ex-traficante, Curtis Jackson - nome verdadeiro do malandro - foi descoberto pelos rapers Eminem e Dr.Dre e hoje é uma referência no meio gangsta. O problema é que, até quem curte o estilo e é mais ligado nas coisas antigas do gangsta - meu caso - 50 Cent soa passado, sem inovação, sem a explosão dos álbuns anteriores de Ice T, Snoop Doggy Dog e do próprio Dr. Dre. A 50 Cent, deve ser creditado pelo menos o fato do rap bandidão ter voltado à mídia com força total - a ponto da parada pop (isso pode ser visto até em canais como o Multishow) ter ficado repleta de rappers, todos idênticos uns aos outros. Justamente por isso, um fenômeno que já era observado lá fora nos anos 90 apareceu igualmente com mão pesada por aqui: o da garotada que se sente parte da bandidagem ao colocar um CD do 50 Cent, ou de qualquer artista parecido, para rodar no CD player do carro. Nada contra - o problema é muita gente achar que rap é só isso.

Get rich or die tryin', o tal filme, tem o nome do primeiro disco de 50 Cent - um dos mais vendidos do gênero - e, conforme quase todo mundo já está careca de saber, provocou problemas por causa de sua capa, que mostra o rapper com uma arma na cintura, segurando um bebê. Para quem não vê muita graça no rap pós anos 80 - época em que aquela discurseira do Public Enemy ainda parecia fazer algum sentido - vale dizer que uma das diversões do disco é sacar os samples bacanas que "a produção" enfiou em algumas faixas. Subaproveitados, aparecem The Supremes (trechos de "You’re gone but always in my heart" em "When death becomes you"), Bobby Womack ("Woman’s gotta have it" aparece em "What if") e até o mais novo sexagenário do pop, Bob Marley, com trechos de "Burnin’ and lootin’ " em "Window shopper". Diante disso, vale ficar mais de olho até nas rap-armações que as gravadoras brasileiras andam aprontando.

Encontro inusitado no YouTube

O vídeo tá mal dublado pra burro - e quem conseguir entender alguma coisa do que o MV Bill cantou, me fala.

Sábado, Julho 29, 2006

Audiência pública no Rio de Janeiro pelo fim do jabá

"Olá Amigos

O Jabásta segue em plena atividade e vem agora convidar a todos para audiência pública que se realizará nessa quarta-feira, dia 02 de agosto, na ALERJ (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro). Essa audiência tem por objetivo a aprovação da lei estadual que criminaliza a prática do "jabá".

A audiência está marcada para as 14:00. O endereço segue no convite em anexo
(Palácio Tiradentes, sala 311 - Rua Primeiro de Março, s/nº. Praça XV,Centro, Rio de Janeiro).

Nem precisamos falar sobre a importância desse momento, não só para a classe musical, mas para toda a sociedade. É fundamental a presença de todos!!!!
Ajudem a divulgar o evento e a combater essa pratica de corrupção!

Obrigado
JABÁSTA - MOVIMENTO PELO FIM DO JABÁ
-- Visite:
http://movimentopelofimdojaba.blogspot.com/ "

Quinta-feira, Julho 27, 2006

Arnaldo Baptista? Guitarrista?


"Loucura" dos Mutantes encanta público dos EUA

Em sua primeira apresentação nos EUA, os brasileiros dos Mutantes, reunidos após mais de duas décadas, hipnotizaram o público com sua "loucura" típica dos anos 60 e viagens psicodélicas.

Veja foto ampliada!
Veja mais fotos!
Rita Lee alfineta a volta dos Mutantes

Em show no Webster Hall, em Nova York, no dia 21, a banda de Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Ronaldo Leme, auxiliados por Zélia Duncan no lugar de Rita Lee, mostraram seu repertório de experimentalismo, como Panis Et Circenses, Dom Quixote e Balada do Louco.

O jornal The New York Times elogiou a apresentação, dando destaque às constantes mudanças de ritmo e estilo das músicas e ao virtuosismo do guitarrista Arnaldo Baptista. "Quando o Sr. Baptista solou, fez o instrumento cantar e gemer como Carlos Santana ou Eric Clapton", comparou a publicação.

"A música (dos Mutantes) não parece nostálgica. Ela antecipou e atual era de samples e justaposições", analisou o jornal.

Redação Terra

Novo CD do Gianoukas Papoulas


Panorâmica, quarto trabalho dos Gianoukas Papoulas, não está à venda em lojas e pode ser baixado de graça no site www.gianoukaspapoulas.com.br. Além das 14 músicas de Panorâmica, o novo site traz vídeos, letras, fotos, versões alternativas e outros mimos para os fâs da banda paulistana.

Os Gianoukas Papoulas são Alex Brazales no baixo, Cameron na bateria, Luiz Miranda na guitarra e violão, Olavo Rocha no vocal e Umberto Serpieri na guitarra, violão, teclados e backing vocal.

Baixem o CD no site dos caras - que por sinal, tá com um visual foda. O release do disco, que tá indo pra imprensa, fui eu que fiz.

(foto: divulgação)

Quarta-feira, Julho 26, 2006

Dá tempo ainda?: Zumbi do Mato

Recebi montes de CDs desde o ano passado, só que eu andava numa enrolação FDP de 2005 para cá e muitos foram devidamente ouvidos mas não tiveram tempo de ser resenhados. Desencavei todos e, ainda que seja tarde, estou colocando-os aqui. Dessa vez vamos de...

"ADOREI A MESINHA" - ZUMBI DO MATO (Tamborete)

Em entrevista a esse humilde blogueiro (publicada na Bizz), o baixista do Zumbi do Mato, Zé Felipe, disse que a banda já cansou de tocar direito e vai voltar bem mais podre nos próximos discos. Não, o Zumbi não ficou uma Barbie musical em Adorei a mesinha, disco lançado na surdina no ano passado. Em termos de podridão, o medidor de baixaria apita alto mesmo em Menorme, primeiro disco dos caras, com pérolas do quilate de "Fica molhada que eu quero meter" e "Ah, bem suado guitarrista". Mas o disco novo não faz feio - ou melhor, FAZ feio, como convém a uma banda que tem um alucinado como Lois Lancaster nos vocais.

O quarteto, realmente, ficou mais melódico - seja lá o que queira dizer isso na história da banda. "Ode ao Mortadelo & Salaminho", com seus metais (de boca) desencontrados a la Frank Zappa e uma pseudo-balada no acompanhamento, consegue até ganhar o status de "música bonita" (!). "Eficiente emocional" pode ser definida quase claramente como "progressiva", ainda que embalada por cusparadas na letra ("Minha coleção de Lair Ribeiros de pelúcia é grande/e você precisa ver o tamanho da minha glande!"). O grupo rende sustos como antigamente no romantismo ao contrário de "Odiei a mesinha" (que conclui: "descobri pra que serve a buceta: serve pra machucar meu coração") e nas politicamente incorretas "Meu filho diferente" e "Deficiente emocional". Rolam ainda as costumeiras gozações com nomes ligados à vida cultural, como "Primo pobre do Kassin" (que zoa o produtor da moda) e "Rui não sabe nada de cinema" (espalhando brasa para Ruy Gardnier, da revista de cinema Contracampo), além da colagem musical de "Punk pra caralho" e da gozação de "Aprendendo história do Brasil com o Zumbi do Mato" (dos versos "eu quero diretas já para presidente da Microsoft/eu quero diretas já para presidente da Igreja Universal").

Como o Zumbi vem dando poucos shows - e o carro-chefe do grupo sempre foi o palco - é uma pena que Adorei... perigue virar o "disco perdido" da obra deles, já que tem gente que sequer sabe de seu lançamento. É provável que a banda, que nunca esquentou com convenções do mercado fonográfico, esteja cagando para isso. Agora, pra quem já tem entradas na testa, o que chateia é perceber que o rock carioca podre dos anos 90 - um movimento bastante interessante, que passava pela biboca roqueira Garage Art Cult na época "áurea" da casa, se é que se pode falar assim - já virou recordação faz tempo.

Terça-feira, Julho 25, 2006

Soul nacional no You Tube

+ Tim Maia (em 1971!)
+ Gerson Combo (recente)

Segunda-feira, Julho 24, 2006

Araribóia Rock Apresenta!

O Araribóia Rock configura-se como o movimento roqueiro mais organizado da história de Niterói, com shows freqüentes e boa mídia. Além disso, é uma iniciativa corajosa, surgida numa época em que a música só se sobressai quando associada a grandes marcas (caso das empresas de telefonia) e as rádios voltadas para o gênero rock andam em baixa no país. O movimento vem gerando frutos, como comprovou o evento Araribóia Rock Apresenta, realizado no último sábado (dia 22 de julho) no Convés Bar. O festival trouxe bandas legais para um público numeroso e participativo – um cenário que todos gostariam de ver há muito tempo na cidade.

A noite foi aberta pelos iniciantes do Sentido Alterado, trazendo covers no repertório e músicas próprias entre o metal e o grunge. Em seguida, o Baco!, de volta após um rápido término, fez o público dar uma aumentada, com uma curiosa mistura de experimentalismo e rock básico. Trouxeram ainda uma versão de “Summertime blues”, hit de Eddie Cochran regravado pelo Who – só que com mais semelhanças com outra versão dessa canção, feita pelos psicodélicos sessentistas do Blue Cheer.

O Shar chamou a atenção graças à performance da vocalista Aline Nabisi (Foto), à técnica dos integrantes e ao som cruzando rock alternativo dos anos 90 e pós-punk (com passagens lembrando Siouxsie & The Banshees). Morangos Mofados veio na seqüência com um punk rock salpicado de incorreção política e gozações como o “solinho” de guitarra (de uma só nota), do vocalista/guitarrista André. Fogo Fátuo, de São Gonçalo, veio provocando sustos: metal pesadíssimo, com uma garota, Luana, segurando a onda no vocal gutural. Depois da apresentação, saíram tascados do Convés para outro show na mesma noite, em Bangu (!).

No final do show, o público ainda pôde conhecer uma banda carioca que vem aterrorizando – no melhor dos sentidos – os lugares pelos quais passa, a Maldita (Foto). O grupo une som e visual góticos, metal estilo Marilyn Manson (incluindo teclados), batidas marciais e satanismo baixaria – com direito ao vocalista Erich todo sujo de sangue (cenográfico). Agradou em especial ao pessoal camisa-preta - que cantou as músicas de cor e bateu cabeça. Impressionaram, embora tenham deixado a impressão de que o som é menos importante que o aspecto cênico. Resta agora ouvir o CD.

A partir de agora, os eventos com a marca Araribóia Rock irão se proliferar cada vez mais pela cidade. Mas o jornalista e agitador cultural Pedro de Luna, uma das cabeças do movimento – ao lado de Marcelo Hollanda – esclarece que há diferenças. “Há eventos que nós organizamos, como foi o caso do Araribóia Rock Apresenta. Mas há outros que nós apoiamos, colocamos a marca, fazemos divulgação, mas só isso. Não participamos da escolha das bandas para tais eventos, por exemplo”. Organizados por Pedro e Marcelo, ou por um dos dois, são os eventos em que a marca Araribóia Rock aparece já no nome.

Pedro busca valorizar bandas que estão correndo atrás. “O Sentido Alterado, por exemplo, está há seis meses com a gente. Eles chegaram junto, pediram ingresso para vender, flyer para distribuir. Tem banda que quer entrar, mas só pensa em tocar e não contribui com mais nada. Outras pessoas entram só pensando em escrever no nosso fanzine. Só que aí o cara fica só com a cobertura do bolo. Nós temos necessidade de pessoas para fazer várias outras tarefas, como diagramação, assessoria de imprensa, fazer flyers, etc”, diz Pedro.

”Nossa idéia é criar um selo de qualidade nos eventos que organizamos”, diz ele, que se prepara para mandar bala em eventos maiores, no bar Texas Bud, em Charitas. “Objetivamos fazer uma ou duas bandas da cidade se sobressaírem a nível nacional. Apostamos em alguns nomes, como The Feitos, Morangos Mofados e o Shar, cuja apresentação no último sábado foi uma grande surpresa”.

Fotos: Ricardo Schott.
Matéria publicada no Nitideal.

Sábado, Julho 22, 2006

Convicted in life

O clipe sanguinário do Sepultura - o último ainda com Ig(g)or na formação - está aqui.

Sexta-feira, Julho 21, 2006

Sim, o Jimi James acabou

No site deles, o Vital dá algumas explicações. Para quem ainda não sabe, ele está compondo algumas músicas para o pessoal do Jason - mas não voltou para o grupo - e o Chris está com uma banda nova, o Canja Rave (que este blogueiro já ouviu e aprovou). Como consolo, resta o fato de que Dia cinza, disco novo (é até irônico falar assim) deles, tinha tudo para ser o melhor lançamento do Jimi James.

Sapotone

"SAPOTONE & THE LOVE ROCKERS" - SAPOTONE & THE LOVE ROCKERS (Spin/Tratore)

Ao ouvir o primeiro CD da banda paulista Sapotone & The Love Rockers várias perguntas podem vir à cabeça. Uma delas não pode ser feita sem uma pontinha de maldade: isso não é parecido demais com Skank, não? Bom, na boa: é sim. E é legal. Pode esquecer a febre de grupelhos que imitava a banda mineira nos anos 90, porque o lance do Sapotone é outro. O som do grupo de Guillherme Sapotone (que canta, toca bateria, teclados, metais, etc) e de sua galera (Rian Batista, baixo e vocal; Marcos Alex, trompete e vocal; Daniel Bozio, guitarra; Junior Boca, guitarra; Marco Axé, percussão; DJ Marcelinho nos scratches) é legal demais para ser colocado na prateleira dos reles imitadores. E o grupo é um dos nomes mais propensos a estourar no underground nacional, graças às boas melodias, às letras bem humoradas e ao balanço que permeia todo o álbum.

Sapotone & The Love Rockers, já que é inevitável fugir da comparação, soa como um Skank que fizesse seu Cosmotron logo após o Calango, mas bem mais imerso em black music. O som também pode ser associado diretamente ao clima indie-black que Black Alien tirou em seu álbum Babylon by Gus, injustamente pouco escutado - não por acaso, Sapotone tem participações de camaradas de Black Alien, como Tejo Damasceno, Alexandre Basa e Daniel Ganja Man. O reggae lisérgico "Tranquilo na vibe" trata de colocar o músico paulista na sua turma, citando amigos e ídolos como Flu, Mundo Livre s/a, Tim Maia, Thaíde, Jorge Ben, Instituto, Otto, Mamelo Sound System, B. Negão, etc.

Alguns dos nomes citados já trabalharam com Sapotone em outros momentos: o músico paulista, que nos anos 90 montou uma banda que se tornou bem conhecida no então emergente circuito de demos (Los Sea Dux), já colaborou com o Mamelo e com o Instituto, além de fazer parte da Jambroband, de Otto. Seu som lembra logo um estilo que começou a ficar bastante conhecido no circuito "antenado" brasileiro no fim dos anos 90: o das misturas musicais com acento black, incluindo toques de samba e rap, solos de flauta e escaleta e metais preguiçosos. Tal união musical, provavelmente, jamais teria pintado no Brasil se não fossem grupos como O Rappa, Chico Science & Nação Zumbi e Skank iniciarem seus trabalhos nos anos 90.

No disco, a mistura de reggae, mangue beat, dub, rap, soul e samba já dá as caras na curiosa "LQTV" - que abre o CD citando levemente até "Whole lotta love", do Led Zeppelin, num riff de trompete - e segue em faixas como o doce jungle "Pode me chamar" (com solos de moog que se tornam atração principal da música), o samba-reggae "Mais nada não" e o pré-hit "Mesmo assim". Para conhecer o trabalho de Sapotone & The Love Rockers, vale dar uma passada no site do músico (www.sapotone.com.br) ou na Tratore, que distribui o disco (www.tratore.com.br).

Será?

Quem mandou o e-mail abaixo foi o Vital, agora um ex-Jimi James (a banda acabou).
"Galera, não sei se a fonte é segura, mas... (vital)

Família Cavalera unida de novo!

Parece que a família Cavalera vai voltar aos palcos. É que segundo informações de fontes ligadas aos irmãos Cavalera garantem que os músicos estariam montando uma nova banda, batizada com o sobrenome deles. A informação ainda não foi confirmada por eles, mas ao que tudo indica, eles vão chamar jairo Guedes, que já tocou no Sepulura e hoje está no Eminence. O baixista ainda não foi definido. Os irmãos montaram o Sepultura nos anos 80, chegando ao topo das paradas mundiais com o álbum "Roots", de 1996. No final do mesmo ano, Max saiu da banda alegando problemas entre a empresária e esposa Glória Cavalera e os demais integrantes. No mês passado Iggor anunciou que também sairia do Sepultura, dando assim, início a rumores de que voltaria a trabalhar com seu irmão. Agora é esperar e torcer! "


O que não tem de especulação em torno disso... Bom, só esperando.

Quinta-feira, Julho 20, 2006

Verbase


"DISTORÇÃO, SONHOS E DELÍRIOS" - VERBASE (Ubarulho/Midsummer Madness)

Uma pista de como a banda mineira Verbase soa: o vocalista, guitarrista e principal compositor Anderson Badaró curte de Miles Davis aos hypados do Arctic Monkeys, mas está sempre com a cabeça em sons antigos, dos anos 60 aos 90. "Principalmente Byrds, Beatles, Small Faces, Who, T.Rex, Bowie, Velvet Underground, Stooges... Também tenho adoração pelos Stone Roses, adoro Oasis, Charlatans, Ride, My Bloody Valentine e é claro a banda que me tira do chão: Swervedriver", diz. Distorção, sonhos e delírios, segundo disco da banda, oscila do rock dos anos 60 à grupos atuais como Bloc Party e Libertines, passando pelo punk rock - sem economia de distorções - e pelo som alternativo dos anos 90.

O disco foi produzido pelo próprio Anderson - com assistência de Fábio Brasil, baterista da banda Detonautas que cedeu seu estúdio e deu toques - e foi gestado em dois anos e meio. Anderson e seus camaradas Márcio Chapa (baixo) e Fábio Gomes (bateria) quiseram flagrar o amadurecimento da banda no álbum. "O encarte, as fotos, a sonoridade, a ordem das músicas, tudo saiu perfeito para nós", diz o vocalista. "Esse disco é muito mais próximo do que a gente faz ao vivo. É a nossa veia mais aberta, verdadeira, espontânea e sincera. Não sei se é bom ou se é ruim, é apenas o que somos... Sinceramente não tenho a menor idéia do que as pessoas vão achar. Não fizemos o disco com o menor interesse em gravadoras e essas neuroses".

Até que o Verbase chegasse a seu resultado mais espontâneo - o que é notório para quem já conhecia a banda - muita água já tinha rolado. No começo dos anos 90, Anderson, Márcio e Fábio, mineiros de Ubá, cantavam em inglês e atendiam pelo nome de Bughouse. A banda cantava em inglês e tinha as mesmas influências de hoje. "Nosso sonho era ser o Stone Roses. Bom, acho que ainda é (risos)", diz Anderson. "Sempre gostei de melodias pop, mas no Bughouse dávamos uma desconstruída maior. Era muito legal, mas cantar em inglês é meio chato pra gente. Eu não sei falar inglês e isso me incomodava, não estava me sentindo bem". Em 1998, o grupo chutou o balde, mudou todo o repertório e passou a chamar-se Verbase - nome sem significado, inventado por Anderson.

A descontração do disco novo, diz Anderson, não ocorreu no primeiro álbum, A felicidade que se espera, editado em 2001 pelo selo Tamborete e produzido por Renato Rocha, guitarrista dos Detonautas. A proximidade com a banda carioca acabou gerando boatos no meio under, de que o Verbase poderia estourar por serem amigos dos Detonautas. "Gravamos antes do estouro deles e muita gente falava: 'vocês têm potencial para estar numa major', 'esse som de vocês vende!'", diz o vocalista. "O que me incomoda no primeiro disco é que fomos influenciados a fazer uns lances que não tinham nada a ver com a gente, só pra dar um formato de 'gravadora grande', na esperança de alguém lançar". A felicidade... trazia um som que lembrava o rock nacional oitentista e uma capa que remetia direto a Que país é esse?, da Legião Urbana. A despeito da boa qualidade do disco, nada aconteceu. "Ele foi feito para ter um espírito powerpop, meio The Wonders. Na verdade sempre quis fazer uma trilogia, com o primeiro disco ingênuo, o segundo malvado e o terceiro psicodélico".

Dessa vez, assegura Anderson, não teve erro. O som powerpop continua lá, mas mais "mal-educado", com distorções e letras mais diretas - além de melodias mais bem acabadas. O trabalho no disco foi feito devagar, em cima de músicas que já estavam prontas há algum tempo. O resultado é uma sonzeira que impõe respeito, pelo peso, pela energia e pelas simples e boas melodias de faixas como "Quando ela chegar", "Na estrada, o sol...", "Dias que virão", "Amanda", "Eu mesmo" (essa, num onda bem Who-Small Faces, mas com cara punk) e "Acreditando na canção". "Tem um bocado de sentimentos nesse disquinho", diz Anderson. E, já que os planos são de um terceiro disco lisérgico, vem coisa aí. "O próximo disco já está praticamente composto e vai ser muito mais experimental", garante. Faça contato com o Verbase pelo e-mail verbase@yahoo.com.br ou vá até o site da Midsummer Madness: www.mmrecords.com.br.

Segunda-feira, Julho 17, 2006

Yellowcard


"LIGHTS AND SOUNDS" - YELLOWCARD (EMI)

A afamada enciclopédia virtual Wikipedia define o grupo norte-americano Yellowcard como (pasmem!) "banda de punk rock". Já o respeitado site www.allmusic.com, para fins de catalogação, prefere ser mais brando, definindo a banda como "punk pop". O termo punk, claro, já foi usado de modos inimagináveis por quase todo tipo de músico que quis dar a seu som uma cara mais energética, com palhetadas rápidas, mudanças bruscas de acordes e coisas do tipo - e o Yellowcard até arranha a proposta em algumas faixas, como a música título de seu novo CD, Lights and sounds. Mas daí a querer armar uma reputação punk para um grupo tão bom-mocinho, é muito. O problema vai ser se aré a crítica começar a cair nessa.

Em Lights and sounds, seu segundo disco, o Yellowcard - Ryan Key, vocal/guitarra, Ben Harper, guitarra (não, não é aquele outro); Longineu Parsons, bateria; Warren Cooke, baixo e (pasmem!) Sean Mackin, violino e vocal - até manda direitinho, num som com cara de anos 90. Há raízes punk em várias canções, o que não quer dizer que o grupo mereça o rótulo. Em alguns momentos, o Yellowcard soa como se o Foo Fighters estivesse fazendo escola - caso da melodiosa "Sure thing falling" e da pesadinha e boa de refrão "Rough landing, Holly". Em outros, lembra o lado ruim do grupo de David Grohl (como as canções meio repetitivas que fazem com que, muitas vezes, o grupo seja lembrado mais pelo cara-legal-do-Grohl do que pelo som) misturado ao lado péssimo de bandas como The Calling, Creed e outras que tais - isso é o que pode ser visto em baladas caidinhas como "City of devils". Já em outros momentos, a impressão que dá é a de que falta identidade ao Yellowcard, banda capaz de fazer um som mole e comercial pra caramba em várias músicas e, depois, aparecer com uma balada pop ensolarada, de execução confusa - "Two weeks for twenty". Resta saber que lado irá vingar nos próximos álbuns, então.

Vale lembrar que Sean Mackin, o tal violinista, até que não serve de enfeite - dando brilho especial a algumas canções. O grupo parece seguir uma receita que já vem sendo preparada lá fora desde o sucesso das bandas de nü-metal - a de grupos que têm uma pegada roqueira e uma grande queda para o som, a postura e até (quando dá) a aparência de boys bands. Exemplos não faltam: tem desde The Rasmus a Maroon 5, passando pelo já citado The Calling. Que vem dando certo, não há dúvidas. Mas, mesmo para mandar bem nesse nicho, o Yellowcard ainda tem muito o que crescer.
+ publicado faz tempo no International Magazine.

Quinta-feira, Julho 13, 2006

Justiça européia cancela fusão entre Sony Music e BMG

Um tribunal europeu cancelou a aprovação da União Européia à fusão realizada em 2004 entre a Sony Music e a BMG, em uma decisão surpreendente que pode forçar a cisão da segunda maior gravadora do mundo.

A decisão inédita da primeira instância da Corte Européia, emitida nesta quinta-feira, acata a contestação de gravadoras independentes à transação e também lançou dúvidas sobre a viabilidade da fusão entre o EMI Group, líder do setor, e a Warner Music, que estão envolvidas em um duelo de aquisição mútua.

As ações da EMI chegaram a despencar 11 por cento com a notícia e os papéis da Warner Music registravam queda de mais de 12 por cento em Nova York.

A Comissão Européia anunciou que teria de reexaminar a fusão entre Sony e BMG, uma joint-venture igualitária entre a gigante japonesa da eletrônica Sony e o grupo alemão de mídia Bertelsmann BERT.UL. A Comissão também pode apelar contra a decisão.

O resultado do julgamento significa que a Sony Music e a BMG, gravadoras de artistas como Bruce Springsteen e Kelly Clarkson, têm sete dias para reapresentar o plano de fusão à Comissão Européia, que também teria de levar em conta informações atualizadas sobre o setor, incluindo o mercado rapidamente crescente de download de música para celulares e aparelhos portáteis.

A Comissão teria então um mês para decidir se continua a aprovar a fusão, estudar outras opções ou iniciar uma análise em profundidade de quatro meses de duração, que poderia levar à rejeição da transação.

"Se tivermos um sinal vermelho, a joint-venture teria de ser revertida", disse Jonathan Todd, porta-voz da Comissão, em conversa com jornalistas.

Representantes da Sony Music e da Bertelsmann anunciaram que estudarão a decisão.

O segundo mais alto tribunal da Europa, em sua primeira rejeição a uma decisão da União Européia, afirmou que o exame da Comissão Européia sobre o mercado de música após o acordo da Sony Music com a BMG foi muito superficial.

A decisão, e a queda das ações da EMI, indicam que "as chances de aprovação de uma fusão entre EMI e Warner são provavelmente inferiores a 20 por cento", disse o administrador de um fundo de investimento, que pediu que seu nome não fosse revelado.

Fonte: Terra - Música

Quarta-feira, Julho 12, 2006

Ronei Jorge/Eskimo


"RONEI JORGE & OS LADRÕES DE BICICLETA" - RONEI JORGE & OS LADRÕES DE BICICLETA (Independente/Tratore)

Se o rock da Bahia hoje está mais conhecido por causa de Pitty, o grupo baiano Ronei Jorge & Os Ladrões de Bicicleta vem para mostrar os outros lados do estado brasileiro, que já deu grupos como Soma, Penélope e o apavoramento eletrônico do Tara_Code. E ainda por cima lembra que a Bahia deu dois grandes nomes do rock nacional dos anos 70, Novos Baianos e Raul Seixas. Não que Ronei e seus amigos - Edson Rosa (guitarra), Sergio Kopinski (baixo) e Mauricio Pedrão (bateria) - sejam idênticos a Seixas, Moraes, Galvão e cia. Dos citados, eles só mantém o desejo de ser brasileiro fazendo rock, e de ser roqueiro sem deixar de ser brasileiro - fora a criatividade nas misturas musicais, que unem samba, rock e vários gêneros com originalidade. Ou, só pra simplificar, e aproveitando para citar uma frase que já esteve num release da banda, “Ronei Jorge é um compositor pop de canções brasileiras”.

A história de Ronei e os Ladrões - que, claro tiraram sua alcunha do famoso filme de Vittorio de Sica, marco do neo-realismo - remonta a 2003, mas Ronei, sozinho, já vem brilhando como compositor faz tempo, mostrando talento em bandas como o Saci Tric. Algumas de suas músicas já foram relidas pela Penélope, banda baiana que mais se destacou nos anos 90, com direito a dois CDs pela Sony music - “O circo” foi uma delas, assim como “Naqueles dias”. As duas, por sinal, com temática feminina, algo comum na MPB dos anos 70 mas raro no rock nacional pós-80.

Quem conheceu A dois, estréia em EP de Ronei & seus Ladrões, pode estranhar algo em Ronei Jorge & Os Ladrões de Bicicleta, o independente primeiro CD (com distribuição da Tratore). O EP fora produzido por Gilberto Monte, da dupla Tara_Code - com quem Ronei havia se juntado após o fim da Saci Tric, com a idéia de compilar e arranjar todas as suas canções. O resultado soava mais barulhento, com um bem vindo som de demo, mas pesado, bem gravado. O CD foi produzido por Luís Brasil. Luís tem relações claras com a MPB: produziu Cássia Eller e Jussara Silveira, tocou com Caetano Veloso e com A Cor do Som (participou de Frutificar, primeiro disco da banda com vocais, compondo e tocando como convidado). O músico deixou o som da banda mais classudo, até mais emepebístico, no que diz respeito á produção e qualidade de gravação. Mas não alterou o melhor, que é a identidade da banda. Esta, já estava bem desenhada no EP: um encontro salutar entre guitarras e instrumentos de samba, batidas alegres, sonoridades que parecem roqueiras ou sombrias, mas depois se tornam brasileiríssimas - fora o poder das canções e letras de Ronei, que sobrepuja qualquer experimentação. O disco poderia ganhar a denominação de neo-tropicalismo - embora essa alcunha soe rasteira demais e coloque no som de Ronei um peso que é melhor deixar de lado, ainda mais em se tratando de um grupo com cara própria e proposta estética bem azeitada.

O samba rock distorcido de “Obediência” - com guitarras apitando e costurando uma das melodias mais gostosas dos últimos tempos - já serve como um bom cartão de visitas: é o sucesso pop que o mundo livre s/a daria tudo para ter feito, com direito a um refrão decorável e uma letra que já suinga no encarte (“bom mesmo é a menina que atravessa a rua/soberana/e que os carros param não por causa do sinal”). “Mulher gigante”, parceria com Edson Rosa - Ronei escreve sozinho todas as outras - ensina que há algo de punk por trás daquilo tudo, usando a mesma base marcial do Clash e do Gang Of Four. “Daikiri” pode soar familiar até para fãs de Los Hermanos - uma mistura de rock e samba abolerado, com um climinha de festa “chique” que lembra as doideiras dos cariocas em O bloco do eu sozinho. “Sete sete”, é, ora bolas, um reggae - mas é roqueira demais para ter esse rótulo pregado na testa. “O drama”, quem diria, serve até para se matar saudades dos sambas pesados de Gonzaguinha e Sérgio Sampaio - Ronei Jorge, por sinal, lembra muito o vocal do autor de “Eu quero botar meu bloco na rua”.

Tem mais surpresas em seguida: “Coragem” é um dos momentos mais tipicamente MPB do disco, com cara de anos 70 e participação de Jussara Silveira - aquela mesma que gravou músicas de Dorival Caymmi no belo Canções de Caymmi. O lado indie do grupo - que se alia com folga a uma geração que curte Los Hermanos e aprendeu, com eles, a ouvir MPB e a buscar novas surpresas em bandas de todo o país - fica representado pela lisergia de “O circo”, canção de Ronei que a Penélope já havia gravado. Rara beleza: a história da menina que vê o circo passando em frente à sua casa e resolve partir é poesia pura, contada sem mais delongas, numa linguagem que mais parece cinema. No fim, tem a bela “Lugar qualquer”, uma das faixas mais diferentes e comerciais do disco: arranjada pelo grupo com Luís Brasil, poderia tranqüilamente ter sido gravada por Cássia Eller em seu Acústico e tem harmonias que lembram o Clube da Esquina. Um ótimo encerramento para um disco que entra fácil fácil na lista dos melhores álbuns nacionais dos últimos tempos.

"ESKIMO EP" - ESKIMO (Independente)

Com a fase atual do Los Hermanos, há quem nem lembre que, no primeiro disco, o grupo carioca era um quinteto - com Patrick Laplan segurando as cordas graves. E Laplan não ficou sumido após deixar o grupo: tocou com o finado Rodox (do ex-Raimundos, Rodolfo Abrantes), tem feito exaustivas turnês ao lado de um monolito do rock brasileiro oitentista (o Biquíni Cavadão) e vinha prometendo um trabalho solo fazia tempo. A espera acabou com Eskimo, EP da sua banda, de mesmo nome - totalmente independente, com quatro faixas.

No EP, o Eskimo, oficialmente, é uma dupla: Patrick tocando praticamente tudo, acompanhado do vocalista Henrique Zumpiachiatti - que já passou por uma banda de nu-metal brasileiro, o Infierno. No release do Eskimo, os dois não forjam uma definição clara - "Música pra sacudir o esqueleto? Mudanças de clima bruscas? Tim Burton? Melancolia lo-fi? Pop? Música instrumental? Adrenalina e tensão harmônica? Um pouco de tudo", diz lá. "Aprecio feito vinho o conceito de trilha sonora de terror e de desenho animado", explica Patrick em um papo por e-mail, dando a entender muito do que vem por aí.

O baixista não esconde também a predileção pelas esquisitices do ex-Faith No More Mike Patton, que barbarizou, musicalmente falando, em "bandas podres" como Fantomas e Mr. Bungle. "Quando essas bandas entraram na minha vida, foi o ‘click’ que faltava. Não sei se por eu ouvir esse tipo de som há muito tempo, se tornou algo natural e harmônico pra mim. Não acho nada frenético e talvez por isso ache o formato ‘superpop’ um pouco entediante. E o paradoxo está aí, porque o Eskimo é muito pop comparado a esses projetos do Patton, muito mesmo".

Ele tem razão. Quem escutar Eskimo pode até, forçando um pouco a barra, achar as linhas vocais de "A curva", a primeira música, parecidas com a de "A descoberta", boa e ignorada faixa do primeiro CD dos Hermanos. Mas pára por aí a semelhança com os quatro rapazes - a faixa abre com cordas e segue numa linha punk e ágil, sem nada do hardcore melódico do começo dos LH. "O grande crime" abre épica, quase metálica e segue num skazinho - é a faixa que mais se aproxima das comparações com Mike Patton. "Homem ao mar" é rock-samba-jazz-bossa com esquisitices. "Canção para os amigos" soa nostálgica e sessentista, mas com um caráter experimental, dado por uma bateria quase percussiva, quase à frente da gravação. Há vários elementos misturados, como numa trilha sonora. "O importante é a música te trazer imagens na cabeça. Quando escuto ‘Elite’ do Deftones eu vejo um assassinato. Quando escuto ‘Temptation’ do Kudu, penso em pessoas se pegando num elevador futurista. Outras bandas que me passam bastante disso são o Squirrel Nut Zippers, Tool, o disco Alice do Tom Waits, No Doubt no Return of Saturn, e o finado Oingo Boingo", diz Patrick, fâ de Danny Elfman (do Boingo) e Henry Mancini.

Apesar das misturas, nada de assustador. "O conceito desse trabalho é se expressar, e um gosto abrangente de quem consome de Fiona Apple a Dillinger Escape Plan explica essa mistureba", explica Patrick, que une essa vontade de se expressar a um "sentimento de não ter sido compreendido e representado em outros projetos dos quais fiz parte". Esse desejo de ser entendido dá o dado pop, junto da predileção - da dupla - por coisas "nada cool" como Sade, Red Hot Chili Peppers, Sheryl Crow. "Nada mais natural (e infantil) que tentar falar tudo o que quero ao mesmo tempo. Mas estamos fazemos o possível para arredondar", diz. "Acho que se você quer passar uma idéia, tem que fazer com que as pessoas possam compreendê-la, sem sair do seu conceito".

Apesar de contar com apenas dois músicos oficiais nas sessões de estúdio, o músico rejeita a alcunha de "projeto", que poderia cair bem num caso desses. "É a minha banda!", esclarece. "A idéia é fazer um rodízio completo de músicos nos discos. Nos shows, não necessariamente". Além da dupla básica, o disco ainda traz participações de músicos como Eder Paolozzi (violino) e Dudu Miguens (da banda de Leoni, guitarra e violão). Patrick pensa em fazer shows com artistas como Miguens, Rafael "Ramarelo" Rocha (bateria, tocou no Brasov e está no coletivo Binário) e outros, somando mais cinco músicos. "Mas HOJE, eu digo que a banda será sempre eu e o Henrique. A não ser, claro, que o Michael Jackson queira entrar pra banda", ironiza Patrick, enfatizando que por trás do conceito, das trilhas sonoras e de várias outras idéias, se esconde um grupo pronto para conquistar fâs. "Não tenho medo de dizer que a música é pop, não acho uma palavra maldita. O Eskimo tem sua dose homeopática de maldade, além de representar o gosto pelo pop que a banda realmente tem". Vale conferir, bater um papo com os caras e pedir o CD no site www.eskimosounds.com.

De papo pro ar

Ruy Faria (ex-MPB-4) comanda programa de entrevistas na Interativa WebTV

DE PAPO PRO AR é o mais novo e bem-humorado programa sobre Música Popular Brasileira na internet. É apresentado pelo cantor Ruy Faria (ex-integrante do grupo vocal MPB-4), que entrevista personalidades da MPB em divertidos papos marcados também pelo lirismo, com direito a “canjas” dos convidados. Com produção e direção de Cesar Mocarzel e consultoria musical de Jorge Moutinho, DE PAPO PRO AR é exibido às sextas-feiras, das 21h às 22h, na Interativa Web TV.

O cantor, compositor e violonista Edu Krieger, novo nome que vem conquistando cada vez mais espaço na MPB, será o convidado do primeiro programa que vai ao ar nesta sexta-feira (14 de julho) das 21h às 22h.

Da redação (huahuahuahuahua)

Domingo, Julho 09, 2006

Música & futebol pra encerrar a Copa 2006

Alegria, minha gente! O Brasil perdeu? Tá, mas a música pra curtir depois da final -que você vai ver de qualquer jeito - tá garantida!

"Samba rubro-negro" - João Nogueira. Bela homenagem ao Flamengo, feita por um dos nomes mais celebrados do samba carioca, Wilson Batista, em parceria com o amigo Jorge de Castro. Wilson também foi uma das figuras mais chapa-quente do estilo - esteve em prisões, desenvolveu uma polêmica musical com o colega Noel Rosa e brigou bastante por questões de direito autoral. A versão de João Nogueira chegou a tocar em rádio e até fez parte da trilha da novela global Feijão maravilha (disco: Clube do samba, Polydor, 1979).

"Amor branco e preto" - Rita Lee. Sambinha-rock feito pela cantora em homenagem ao seu time do coração, o Corinthians - com direito até a narração de jogo do timão e a uma letra que mais sacaneava do que exaltava as vitórias do time ("Porque é que eu gosto tanto de sofrer?/Vai ver que agora eu dei pra masoquista?... /Sofro mas continuo a te adorar"). Do disco Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida (Polydor, 1972), creditado a Rita mas gravado pelos Mutantes.

"Replay" - Trio Esperança.. Após o estouro na jovem guarda com o soulzinho pop "Festa do bolinha", o grupo formado por duas irmãs e um irmão dos Golden Boys chegou à década de 70 fazendo colaborações em discos alheios (Evinha, uma das irmãs, fez sucesso solo com "Teletema" e com LPs como Eva 2000) e enveredando pelo soul e pelo samba-rock. "Replay", sambinha soul com órgão Hammond e refrão inesquecível ("É gol/O meu time é a alegria da cidade") fez história (do disco Trio esperança, Odeon, 1974).

"Eu quero ver gol" - O Rappa. Lançada no primeiro disco de sucesso do Rappa, O Rappa-Mundi (WEA, 1996), a música falava, de forma pop, de um passeio que incluía praia, futebol e samba - colocando o ex-letrista da banda, Marcelo Yuka, no rol dos músicos da nova geração que melhor soube aproveitar as influências de Jorge Ben. A versão do Acústico MTV (WEA, 2005) da banda, incluiu algumas novidades na letra, como Falcão recitando os nomes dos jogadores mais cotados para... er... defender o Brasil na já perdida Copa de 2006. Bom, quem sabe se Parreira tivesse escutado o vocalista do Rappa e escalado o Roque Júnior....

"No fundo do quintal da escola" - Raul Seixas. Não consta, em momento nenhum de sua biografia, que Raul Seixas tivesse curtido futebol - numa matéria publicada na revistsa Caros amigos em 1999, dez anos após sua morte, se dizia que, na adolescência, ele chegou a fazer capoeira e a jogar bola na rua, mas pelo visto o hábito não perdurou. "No fundo..." entra mais como menção honrosa - primeiro porque tem o verso "quando a turma do colégio se juntava pra bater umabola/eu pulava o muro com Zezinho no fundo do quintal da escola", segundo porque é uma puta música (do disco O dia em que a terra parou, WEA, 1977).

"O camisa 10 da gávea" - Jorge Ben. Flamenguista doente, Jorge Ben, claro, homenageou o galinho Zico em alguns de seus sucessos - e o citou nominalmente neste afro-samba-rock, em cuja letra Ben praticamente descreve como eram os gols do jogador em sua fase áurea no Flamengo (do disco África-Brasil, Philips, 1976).

"Mengo" - Wando. Não, você não leu errado. Até Wando - sim, o obsceno, ou o "cara de peixe", como chama a mãe de um amigo - é flamenguista doente e homenageou o grupo num funkzinho até bem interessante. Para quem não lembra, é o do refrão: "quem é que faz a alegria do povo?/Mengoooo...". Claro que isso foi bem antes da fase do "me ama no chão" (do disco Fantasia noturna, Som Livre, 1982).

"Tempo de Dondon" - Zeca Pagodinho. Um dos primeiros sucessos de Zeca - escrito por Nei Lopes, sambista e estudante aplicado da história do samba e da formação do subúrbio carioca - reabilitado por uma versão recente de Dudu Nobre para a novela global Celebridade. A letra fala da época em que um certo zagueiro chamado Don Don - que existiu de verdade, é só conferir essa matéria aqui - jogava no Andaraí Futebol Clube. Don Don, por sinal, foi amigo de Nei e morreu em 1993, aos 85 anos (do disco Patota de cosme, RGE, 1987).

"Meus filhos, meu tesouro" - Jorge Ben. Essa do Jorge vale como recado para quem acha que o cantor de "País tropical" só faz músicas alegres e é pouco crítico na hora de fazer letras. Em "Meus filhos...", uma mãe pergunta aos filhos (todos batizados com trocadilhos feitos com nomes de artistas plásticos, como Arthur Miró e Anna Bella Gorda) o que eles vão ser quando crescerem e escuta respostas como: "eu quero ser jogador de futebol", "eu quero ser dona de casa atuante ou mulher de milionário" e "eu quero ser tesoureiro, presidente ou liberal como você". Que bacana, parece feito agora (do disco África-Brasil, Philips, 1976).

"Bola de pé em pé" - Jackson do Pandeiro. Forrozeiro dos bons - tão respeitado quanto Luís Gonzaga em vários lugares do Brasil - Jackson já havia falado de futebol em um de seus primeiros hits, "1x1", que tematizava a porrada entre torcidas. "Bola..." é tão descritiva quanto "É uma partida de futebol", do Skank, e ainda mostra Jackson tomando partido: 'Sou Flamengo até morrer!!". E foi mesmo - um ano depois dessa gravação, o cantor morreria (do disco Isso é que é forró!, Polyfar/Polygram, 1981).

"Bom tempo" - Chico Buarque. Pra quem acha que, no futebol carioca, só o Flamengo foi homenageado em letras de música, Chico resolveu prestar uma homenagem ao seu Fluminense neste sambinha, cuja letra dizia: "Satisfeito, a alegria batendo no peito/O radinho contando direito/A vitória do meu tricolor". Nem é das músicas mais importantes dele, mas a torcida tricolor lembra bem da canção - segundo Nelson Motta no livro Noites tropicais, a música se tornou bem famosa entre os torcedores do Flu na época (não achei o disco, desculpem).

Mais menções honrosas

"Balé da bola" - Gilberto Gil. Single que saiu encartado no jornal O Globo, na Copa de 1998 - e que teve também uma edição especial, com capa de acrílico, no tablóide International Magazine. A letra conta a história do futebol - muito bem relatada por Gil, diga-se - lançando mão de versos que, após a partida Brasil x França, soam estranhos paca ("Quando meu olhar beijar Paris/Terei mais amor, serei mais feliz") e ainda cita figurinhas hoje controversas como Pelé (que lançou uma bela praga de madrinha sobre a seleção - apesar de que, pelo visto, nada poderia ser feito de ruim mesmo) e Platini (o cara que inventou o bordão "Ronaldo está gordo").

Your arsenal - Morrissey. Tido e havido como melhor disco do ex-vocalista dos Smiths, repleto de bons sucessos como "You're the one for me Fatty", "We Hate It When Our Friends Become Successful" e "I Know It’s Gonna Happen Someday", produzido por seu ídolo Mick Ronson (ex-guitarrista de David Bowie), Your arsenal esconde uma estranha piadinha sobre futebol em seu título. O nome seria, segundo dizem, uma gozação com o Arsenal, time de futebol mais popular do Campeonato Inglês - e traz também, encartado, o palavrão "arse", que em português significa... Bom, é aquele lugar no qual muita gente está mandando o Parreira tomar. Leia mais sobre esse disco aqui.

E chega de Copa!

Terça-feira, Julho 04, 2006

Ratos de Porão / Reação em Cadeia

"HOMEM INIMIGO DO HOMEM" - RATOS DE PORÃO (Deck)

Qualquer disco que os RDP lancem será comparado a duas trilogias básicas na obra da banda: a da transição do punk para o metal (Descanse em paz, Cada dia mais sujo e agressivo e Brasil) e a do metal para um som mais extremo (Carniceria tropical, Guerra civil canibal e Onisciente coletivo). Este Homem inimigo do homem, tem a ver tanto com o som de Brasil quanto com o de Onisicente: thrash metal raro de ser encontrado no Brasil, com produção feita por brasileiros - escalado de primeiríssima hora, o produtor norte-americano Billy Anderson sumiu e foi, sem avisar aos Ratos, produzir uma banda argentina - e de conteúdo muito pesado. Os Ratos não amaciaram a pancadaria nem um pouco para entrar no esquema da Deck Disc e a gravadora parece ter abraçado a causa da banda. O CD novo sequer tem créditos para direção artística - dando a entender que Gordo (vocal), Jão (guitarra), Boca (bateria) e o novo membro Juninho (baixo) tomaram conta de todo o processo. Num papo rápido com jornalistas quando do lançamento do CD da banda gaúcha Reação Em Cadeia, o dono da gravadora, João Augusto, deu a entender que estava bastante orgulhoso de ter o veterano grupo punk em seu cast. Resta saber o que virá a partir daí.

Homem inimigo do homem escancara uma coisa que já estava clara para os antigos fâs da banda: sim, Jão é um puta guitarrista. Rápido, preciso, criativo e afinado, ele domina o disco com pancadarias intermináveis no instrumento, botando os Ratos longe de qualquer toscaria barata. Graças a ele e a Boca, o grupo volta ao som de Brasil para ir além do que fizeram naquela época, em porradarias como "Homem inimigo do homem", "Testemunhas do apocalipse", "Otário involuntário", "Covardia de plantão" (essa, numa onda que lembra a violência sônica de Carniceria tropical), "Ao pé da forca", etc.

João Gordo faz qualquer fâ de som pesado esquecer do seu lado bundão - o de apresentador de programas imbecis da MTV - e manda bala em letras tão irônicas quanto críticas, como "PMs de satâ", "Lucidez", "Expresso da escravidão" e a zoação com a galera emo de "O equivocado" - sem falar na volta de Jão à função de letrista (antes de João Gordo entrar na banda, era ele quem fazia o trabalho sujo) em "Quem te viu...", uma desomenagem a Lula, que pega pesado: "amigo de empresários e banqueiros/que fazem qualquer coisa por dinheiro/cercado de um monte de ladrão/você é só mais um pelego cuzão". Se no rock nacional é difícil uma banda com mais de vinte anos de carreira apresentar novidades, ninguém avisou isso aos Ratos. Ainda bem.

"FEBRE CONFESSIONAL" - REAÇÃO EM CADEIA (Deck)

Quando avisei a amigos que ia escutar algumas faixas - numa avant premiére na sede da Deck, na Barra, aqui no Rio - do disco novo de uma banda gaúcha chamada Reação Em Cadeia, nego já foi me falando: "Ah, o tal do Creed brasileiro?". E isso quando conheciam a banda... A presença do nome "Cadeia" levou até alguns amigos a perguntar se era algum grupo de rap...

Febre confessional, o terceiro CD, chega às lojas após a banda já ter conquistado fâs em festivais gaúchos - via CDs independentes - e revela que, não, a banda não é o Creed brasileiro. Nem merecem uma comparação desfavorável dessas - ainda que a inflexão do vocalista do Reação, Jonathan Corrêa, dê muita margem a isso. O Creed era uma banda extremamente brega e chata, e o Reação não é nem uma coisa, nem outra. É uma boa banda, só não é nada original. O disco vem em clima de "ah, como eram bons os anos 90" numa época em que o Nickelback - esses sim uma banda brega, e muito - faz mais ou menos o mesmo, e a única banda do período que ainda resiste nas paradas, o Pearl Jam, ganha status de classic rock. E o som do grupo lembra mais o Bush, ou a banda nova do Gavin Rossdale, o Institute - em muita coisa, seja nas linhas de baixo repetitivas, seja na combinação peso + baladinhas, etc. "Os dias", primeiro hit do disco, vem nessa linha, assim como "G.A.B.I.", "Tarde demais" e a quase-Helmet "Te desejo" - e são circundadas por sons mais pesados e influenciados pelo punk rock, como "O jantar" e "Perdi você", além de baladas boas como "Pânico" (essa, A CARA do já citado Nickelback). Nas letras, muito sofrimento, tristeza, perdas (o nome "febre confessional", segundo a banda, refere-se a um momento em que a pessoa está em estado febril e fala o que vem à cabeça), etc. A galera emo, que arrota tristeza e escuta bandas fracotas como Simple Plan e Yellowcard, já tem um bom grupo para escutar aqui no Brasil, então - e nisso não vai nenhuma ironia.

Fica até complicado saber se esse tipo de coisa pode realmente pegar por aqui: com a quase que total extinção do conceito de "rádio rock" e a associação de novas rádios e empreendimentos musicais a estilos musicais bem mais "chiques" e vendáveis (lounge, mpb, o tal do "novo rock" e até o funk, que virou música eletrônica de respeito lá fora) pode ser que a moda dos anos 90 ainda não esteja preparada para vingar tanto assim. Agora, como os caras têm público...

Desencavando matérias: Nitideal

No Nitideal, eu estava fazendo uma série comm as gravadoras independentes de Niterói (já saíram lá a Astronauta Records e a Midsummer Madness, que não é de Niterói, mas começou lá). Aí vai a Tomba Records:

TOMBA RECORDS:

Em termos de rock brasileiro, a Tomba Records tem seu lugar ao lado do diferente, do novo - até por ter lançado um dos nomes mais celebrados do hip hop brasileiro atual, o De Leve, além de seu antigo grupo, o Quinto Andar, que encerrou atividades no começo do ano. E o disco novo de De Leve, Manifesto 1/2 171, é o mais recente lançamento do selo, capitaneado pelo músico e produtor niteroiense Bruno Marcus - que diz lançar no selo quem ele gosta, sem concessões.

- Na real, o critério do selo é o meu gosto. - diz - O som tem que me cativar de alguma forma, letra, melodia, arranjo. Não estou atrás da batida, nem do timbre perfeito. Estou atrás da criatividade, de coisas que fujam do óbvio, mesmo que não seja perfeito ou técnicamente bem acabado. Convivo no meio rock-rap-reggae-eletrônico, mas se aparecer um grupo de samba tradicional com boas composições, porque não lançar?

O começo de Bruno na música foi aos vinte anos, quando montou a banda Enzzo junto com alguns amigos - até então sua experiência se resumia a ter "arranhado" um violão na infância. A partir daí, Bruno não parou mais: começou a, toscamente, tocar guitarra e compor e depois foi estudar - quem diria? - cavaquinho na escola da música Villa Lobos, algo realmente inusitado para o músico de uma banda que era tida como "grupo de ska" (mas que unia o ritmo jamaicano a samba, mod, punk, reggae, dub e hip hop).

Em 2002, Bruno botou para rolar seu selo, cujo catálogo inclui, além do rap, bandas de rock como o Morangos Mofados - um dos CDs do selo é a coletânea Tombarock, com faixas de grupos como Baco!, A Kombi Que Pega Crianças, Cabrones e Seu Madruga Veste Preto. A Tomba funciona na própria casa de Bruno, no bairro do Pé Pequeno, e tem uma estrutura bem legal para um pequeno selo, com estúdio próprio e um espaço bem aconchegante. O nome do selo foi tirado de uma música do próprio Bruno, e o logotipo, um João-Bobo, foi criado pelo amigo Felipe Motta, que é designer e comediante.

- O selo surgiu da vontade e necessidade de gravar minhas músicas na minha, pois eu era bem inseguro. Eu também queria ganhar dinheiro com algo que me desse tesão. Eu era envolvido com artes visuais, design e paisagismo, só que a música era mais emplogante. Hoje, qualquer um que tem um estúdio em casa pode lançar as músicas na net e dizer que tem uma gravadora, e esse é o meu caso. - diz Bruno, afirmando também que contou com bastante apoio de sua família no comecinho do projeto. - Meus pais deram investimento inicial, cederam o local e tiveram paciencia pra esperar a coisa engrenar. Falando assim até parece que foi fácil. Mas na real foi o maior perrengue. A revolução da informática nos permitiu isso, cada um poder ter um estudio em casa, viva Bill Gates!

Hoje em dia, ganhar dinheiro é um problema até mesmo para artistas de grandes gravadoras. Tal galho, no caso de um selo pequeno, Bruno vê como um grande desafio:

- A realidade de hoje pede que se reveja as leis do direito autoral. É um absurdo essa coisa de processar quem baixou música. Hoje o músico tem que se garantir nos shows, é o único jeito de ganhar algum. - diz ele, afirmando também que, pra todo mundo, está complicado. - No Brasil, ou você é mega-sucesso-com-jabá, ou não rola. E está afunilando cada vez mais, pois as grandes gravadoras estão contratando cada vez menos, mas continuam dominando as rádios e os meios de comunicação. Mas isso parece papo de recalcado. O negócio é continuar fazendo o que eu gosto, dinheiro não é o mais importante.

Então, fazendo sempre o que gosta, Bruno vem tocando novos projetos. Ele está mixando o grupo rap-gospel Manuscritos, terminando o disco solo do Shaw (ex-Quinto Andar), fazendo a trilha de um espetáculo de dança do Grupo Giro (pioneiros na dança em cadeiras de roda). E há outros lances engatilhados, como o Tonifique Modele (rock-eletronico-instrumental), a Dacal (new-reggae), o Pedro Selector (trompetista do rapper BNegão, prepara lançamento solo e vem fazendo, com Bruno, versões dub de sambas e rock) e o Laura Palmer (projeto rock-eletrônico do ex-guitarrista da banda gonçalense Coringa, André Mansur).

- Em breve começo a trabalhar no disco dos ex-integrantes do Quinto Andar. Mas e prioridade do momento é o estudio de ensaio que estou terminando de montar, fica pronto esse fim de semana - adianta. - Não temos produzido shows, o trabalho no estudio está consumindo quase todo meu tempo. Mas vamos fazer um show em breve, com essa safra de novas produções.

Links: Tomba Records e De Leve.
Publicado no Nitideal.