Notinhas
+ Feliz 2007!!
Olá. Meu nome é Ricardo Schott, moro em Niterói (RJ), nasci dia 15/11/74, sou jornalista, escrevo em publicações como Bizz, Rock Press, International Magazine, Nitideal (www.nitideal.com.br), Bacana (www.bacana.mus.br) e já colaborei em sites como Cliquemusic (www.cliquemusic.com.br), Central da Música e Hum Eletrônico e na revista Zero. Elogios, xingamentos, sugestões, envios de CDs e propostas de emprego, somente pelo e-mail rschott2004@gmail.com. Abraços.
"SHE WANTS REVENGE" - SHE WANTS REVENGE (Universal)
"EVERY MAN FOR HIMSELF" - HOOBASTANK (Universal)
"BRIGHT IDEA" - ORSON / "JUST MY LUCK" - McFLY (Universal) +
O lance da banda inglesa McFly fica claro na abertura de seu disco Just My Luck - punk rock com belas melodias, chupadas direto dos anos 60. A levada com que a banda conduz as músicas é que remete direto às décadas de 70 e 90. Não há nada de muito cool aqui - talvez só o fato do grupo ser "moderninho" e divulgar seu endereço no My Space até na contra-capa de seu CD, ou a presença de músicos de orquestra em seis das faixas do disco. "Five colours in her hair" é punk rock fora de tempo e espaço, chutado direto para alguma parada pop perdida dos anos 60, entre Monkees e Who. "Obviously" é uma baladinha pesada com vocais de Beach Boys. "I wanna hold you" vem com aparência country. Em "Ultraviolet", o grupo busca soar psicodélico, entregando suas intenções logo depois, quando a melodia se torna algo meio The Wonders. O McFly ainda remete a uma inocência que as "perigosas" bandas novaiorquinas e inglesas de hoje parecem ter perdido - mas não vem se livrando de zoações lá fora, já que o site PopMatters andou falando que "a não ser que você seja uma garotinha de 12 anos necessitando de uma paixão, você provavelmente não irá precisar de um disco do McFly. Todavia, isso não quer dizer que a música deles não possa provocar um sorriso em você".

"MONOTUBE" - MONOTUBE (demo) - O guitarrista e compositor niteroiense Mike Vlcek já teve a banda Onno, que chegou a tocar em festivais como Humaitá Pra Peixe e Ruído Festival. O Monotube, seu mais novo projeto, traz, como o Onno, muitas influências de Beatles e Stones e bastante cuidado com as melodias. Mas o som vem mais pesado, por vezes lembrando o trabalho do Ash em faixas como "Perto do fim" e "Alguém pra ser feliz", lembrando uma versão bem madura dos projetos anteriores de Mike. Dentre as onze músicas, todas bem legais, destacam-se também a balada de piano "É tarde", o contry-rock ensolarado de "Quem se atreve a me ajudar?" (coisa de quem ouve Clash e Jam, além dos Beatles) e o riffs simples de "Amor proibido" (www.fotolog.net/monotube_rock).
"LAMBRETTA" - LAMBRETTA (independente) - Cariocas, os caras do Lambretta fazem um pop-rock ágil - do tipo que talvez uma gravadora resolvesse pegar para dar um puta banho de loja, acentuar umas características aqui e ali, etc. O lance é que o grupo chama a atenção justamente pela inocência, pelas boas canções que unem bateria quase metálica, melodias simples e boas, guitarras pesadas e agilidade quase punk-hardcore em vários momentos. Muita coisa merece destaque no disco, incluindo o ska de "A flor da pele", a balada "Arpoador", a punk-melódica "Estrela guia" e potenciais hits como "Jardim de sonhos" e "Kamikaze" (www.bandalambretta.com).
"ME ENVENENO DE AZUL" - ABAIXO DE ZERO (independente) - A banda niteroiense passou pelo problema de ter quase um guitarrista diferente a cada disco. No quarto EP, o grupo reaparece com um som que consegue ser mais simples emais elaborado - melodias bem mais trabalhadas, mas com riffs simples, que lembram boa parte dos grupos atuais que cruzam características de anos 80, como o Bravery e o Bloc Psrty (este, vem sendo homenageado pela banda em shows, com uma boa versão de "Banquet"). Lançado com uma puta festa na boate Melt, Me enveneno de azul vem em clima de "agora vai!": nunca o grupo esteve tão bem produzido e mandando tão bem em letras e melodias, em especial nos prováveis hits "Deixa" e "Me levar", além da cozinha bem cravada de "Quanto é mais" (www.abaixodezero.net). 




"URBE INCANDESCENTE" - O GRITO (Independente) - Vindos de São Paulo, os caras d'O Grito soam quase como uma banda carioca perdida na grande metrópole, falando de temas ligados ao cotidiano paulista com uma linguagem que une poesia de boa qualidade e concretismos dosados - caso da primeira faixa, "O Vento e o Tempo" e da criatividade de "^SP´". O ir e vir da metrópole é tratado com uma sonoridade que vai do soul à lisergia, com riffs e solos bacanas, em faixas como "Água de Pano de Chão", "Lua do Meio Dia" e até uma corajosa versão de "Selvagem", dos Paralamas. Altamente recomendável (ogrito@uol.com.br).
"SIMANCOL" - JORGE QUASE (independente) - Ganhador de alguns pequenos festivais, Jorge Quase nem sempre acerta, musicalmente falando (e nisso, nenhum trocadilho com o sobrenome do rapaz), mas ganha vários pontos no quesito ironia. Simancol, disquinho do cara, manda bala num poema maneiro do carioca Chacal ("Festa") e mesmo em alguns momentos mais sérios deixa algo estranho no ar, como em "Mariela" e "Outro Dia". Já "Gordinho Peludo" é uma grotesca canção de amor gay, lembrando direto "Rubens", do Premê, que a Cássia Eller gravou. Só peca por não criar uma identidade muito grande como compositor, embora já seja um começo legal (www.jorgequase.com).