Relançamento: Mutantes

"TUDO FOI FEITO PELO SOL"/"MUTANTES AO VIVO" - MUTANTES (Som Livre, 1974 e 1976)
Se hoje já há quem ache essa volta dos Mutantes a coisa mais sem sentido do mundo (não é meu caso), imagine o que sobrou para o período em que o guitarrista Sérgio Dias se juntou a outros músicos, a partir de 1973, e deu a essa (s) formação (ões) o nome de Mutantes. I
nicialmente com Antonio Pedro (futuro baixista da Blitz), Rui Motta (bateria) e Tulio Mourão (teclados), o grupo conseguiu contrato com a Som Livre e gravou Tudo foi feito pelo sol - que, ajudado por propagandas na Rede Globo , vendeu mais que todos os discos da banda até então.
Agora a Som Livre recoloca nas lojas - com capas originais e embalagem digipack - os dois ábuns dessa fase. Tudo foi feito... bem poderia não ter recebido o nome Mutantes - não tem nada a ver com nada feito pela banda, nem que seja levado em conta o progressivo e ainda inédito até aquela época O A E O Z, já que o clima é bem outro, menos messiânico. O tom sisudo das melodias afastou o baixista Liminha, que compôs quase todo o repertório com Sérgio. Ainda assim, pode ser considerado um dos discos mais criativos do rock progressivo nacional, dosando influências de Emerson, Lake & Palmer, Yes e música instrumental brasileira, em faixas como o hard rock "Deixe entrar um pouco de água no quintal", o prog-barroco "Pitágoras" (de Túlio) e em inovações como o final rock´n roll de "Eu só penso em te ajudar" e o baixo com pedaleira de "Cidadão da Terra". Para completar, a Som Livre liberou como bônus as faixas do EP Cavaleiros Negros, a melhor coisa que essa formação dos Mutantes deixou gravada lá nos anos 70.
Em Mutantes Ao Vivo, de 1976, a casa caiu. O disco era para ser um duplo ao vivo, mas a Som Livre não deixou - e liberou pouca verba. Sérgio e Rui, ao lado de novos músicos (Paul de Castro, baixista e originalmente um guitarrista, e Luciano Alves, nos teclados), quiseram gravar um show da banda no MAM e chamaram o produtor Pena Schmidt para dar uma editada no master. Mau negócio: em quase todas as músicas se percebe tesouradas, o que torna tudo muito constrangedor, ainda mais com a péssima gravação/mixagem. O repertório meio encaretado, sem as inovações do disco anterior, completam o circo. Vale como registro histórico.
Se hoje já há quem ache essa volta dos Mutantes a coisa mais sem sentido do mundo (não é meu caso), imagine o que sobrou para o período em que o guitarrista Sérgio Dias se juntou a outros músicos, a partir de 1973, e deu a essa (s) formação (ões) o nome de Mutantes. I
nicialmente com Antonio Pedro (futuro baixista da Blitz), Rui Motta (bateria) e Tulio Mourão (teclados), o grupo conseguiu contrato com a Som Livre e gravou Tudo foi feito pelo sol - que, ajudado por propagandas na Rede Globo , vendeu mais que todos os discos da banda até então.Agora a Som Livre recoloca nas lojas - com capas originais e embalagem digipack - os dois ábuns dessa fase. Tudo foi feito... bem poderia não ter recebido o nome Mutantes - não tem nada a ver com nada feito pela banda, nem que seja levado em conta o progressivo e ainda inédito até aquela época O A E O Z, já que o clima é bem outro, menos messiânico. O tom sisudo das melodias afastou o baixista Liminha, que compôs quase todo o repertório com Sérgio. Ainda assim, pode ser considerado um dos discos mais criativos do rock progressivo nacional, dosando influências de Emerson, Lake & Palmer, Yes e música instrumental brasileira, em faixas como o hard rock "Deixe entrar um pouco de água no quintal", o prog-barroco "Pitágoras" (de Túlio) e em inovações como o final rock´n roll de "Eu só penso em te ajudar" e o baixo com pedaleira de "Cidadão da Terra". Para completar, a Som Livre liberou como bônus as faixas do EP Cavaleiros Negros, a melhor coisa que essa formação dos Mutantes deixou gravada lá nos anos 70.
Em Mutantes Ao Vivo, de 1976, a casa caiu. O disco era para ser um duplo ao vivo, mas a Som Livre não deixou - e liberou pouca verba. Sérgio e Rui, ao lado de novos músicos (Paul de Castro, baixista e originalmente um guitarrista, e Luciano Alves, nos teclados), quiseram gravar um show da banda no MAM e chamaram o produtor Pena Schmidt para dar uma editada no master. Mau negócio: em quase todas as músicas se percebe tesouradas, o que torna tudo muito constrangedor, ainda mais com a péssima gravação/mixagem. O repertório meio encaretado, sem as inovações do disco anterior, completam o circo. Vale como registro histórico.

3 Comments:
Ôpa, não sabia que o "Tudo foi feito" vinha com bônus dessa vez. Foda, vou ter que pegar. Ele foi remasterizado? Mas o "Ao vivo" é realmente ruim de doer.
E quanto a trilha de "Os Ossos do Barão" que acabou de ser reeditada? É tão boa quanto "Selva de Pedra" original? Pelo que sei, trata-se de mais um trabalho em que todas as músicas são compostas pelo Marcos Vale, não é isso?
Abraço,
Conti
os ossos do barão tem quase tudo do marcos, eu acho, conti. mas não é tão boa quanto selva de pedra, não...
Essa fase dos Mutantes sem a Rita, Arnaldo e Liminha andava meio esquecida e quando lembrada, era motivo de críticas negativas. Muito bom esses relançamentos. Falta o Sérgio entrar em acordo com a Rita e liberar as centenas de horas de ensaios que ele tem.
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